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sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

"Lhes me apresento"

Prazer,
 lhe apresento uma pequena insensata
 e nem sempre muito normal
  ás vezes é necessário alguns devaneios e delírios para sobreviver à vida.

Esse meu coração que se alaga pelo desengano
e  emerge em fantasia
segue sobrevivendo ao acaso
ás minhas loucuras em querer-te bem
além de mim perto a ti
em descompasso e  encarno este pequeno vive.

Ô coração insensato que pulsa inflama arde
peço-te somente que voe, voe sem medo
voe em alento, encanto, compasso
torna-te brisa em minha alma
 abrande o desatino feito por outro igual a ti
por outro que destruiu-te por inteiro
por outro que esqueceu de ser coração.

Ô coração torna-te gelo e revoga teu desatino
torna-te fogo e transforma-te em cinzas ou arde em chamas e sobrevive,
esquece das farpas e traz-me a suavidade de um novo coração
ô meu pequeno, sobrevive, sobrevive e não esqueça de se esquecer
destes que te fizeram tanto mal
destes que por ventura quiseram te ensinar a ser pedra,
mas meu pequeno que bom que ainda te tenho junto à mim
que bom que  permaneces por  inteiro só coração mesmo que ainda aos cacos.

Gabriela Andrade 

3 comentários:

  1. Oi, Gabriela!

    Fico feliz em saber que você finalmente resolveu escrever um pouco da sua história... A mais bela de todas as histórias é a nossa, aquela quq vqmos construindo no dia a dia. Não tenha medo. Escreva sempre pois sei já de muito que sua sensibilidade poética é muito grande, que sua história há de ser um grande e lindo poema. Beijo!

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  2. Alguém me disse:" que sua história há de ser um grande e lindo poema..."

    Talvez, não tão grande e nem tão lindo, mas certamente composto por linhas de mim,tento preenche-las com suavidade, deixo-me em versos, em subentendido de um entendido de sentidos...Estas tais linhas entregam-me por inteiro, por meio e por fim de um fim sem final, de um chegar de começos... Gabriela Andrade

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