Poesia é a palavra louca dos
pensamentos insanos e desvairados
de um querer prófugo,
sou fugitiva louca da normalidade
a escuridão ilumina-me
o sofrimento soa os silêncios de mim,
perdi e me encontrei do nada,
os rótulos não me definem
me recrio à cada instante, a seriedade da vida me irrita,
não sou juíza de mim sou réu do mundo, mas ainda assim o ajeito do meu jeito.
Poderia ser livre, mas ainda possuo algemas
minha audácia pequena me impede de tomar asas
vestir anseios de um despir candente,
despir-me do costume e encontra-me naquilo que um dia fui salva
naquilo que um dia imaginei, (apesar de nunca limitar-me á significâncias, um dia cheguei à imaginar pequeno, um dia me limitei em ser além).
A culpa de ser eu ficou leve
anoto meus sonhos,
deixo num cantinho meus defeitos,
já meus sorrisos?
os carrego, são eles o melhor que posso dar ao outro,
tudo o que encontrará sobre mim somente eu terei escrito,
a culpa de mim é ser eu todo tempo,
meu coração não possui compassos, significados,
ele é possuidor da vida, do andar moroso do tempo,
da falta do eu que há em mim docemente,
o abandono de mim me acastela.
Gabriela Andrade

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