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sábado, 7 de janeiro de 2012

Ultimamente não necessito de palavras, de linhas escritas, necessito sentir, que seja de longe ou de perto, sentir o outro independe de distancias.


Feche os olhos e sinta o vento, os pingos de chuva caindo, as folhas de uma árvore á  caírem na estação, eu os sinto em pensamentos e com meu corpo, á pessoas que sentem até de uma forma poética enquanto outras se fazem indiferentes. 



Sentir é uma forma plena de ter o outro, ter o outro mais junto, pertinho, colado, é ter a certeza que sempre terá um afago, abrigo, achego, carinho.



Só podemos sentir quando nos entregamos, quando deixamos o medo de trovões e relâmpagos de lado, quando perdemos o receio de nos sujarmos por pensar que é coisa de criança, quando o sentir nos toma o momento é como se transformássemos os segundos em horas.



Entregar-se a olhares, abraços, carinhos é muito mais do que colar os olhos os corpos as mãos, é colar a alma, os sentidos, é se fazer abrigo de nos mesmos.



Eu quero sentir de longe, sentir na distancia dos corpos, olhares, gestos, eu quero o termômetro das emoções, a insistência das lembranças...



Sentir é ter a certeza do outro presente em nós, quando perdemos esta certeza é porque definitivamente perdemos o outro.



E hoje é poder só sentir a emoção do outro bem perto, é tentar ter ainda na lembrança resquícios de qualquer coisa que um dia esteve aqui, ali ou acolá . 



Gabriela Andrade 

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