Postagens populares

sábado, 7 de janeiro de 2012

Ultimamente não necessito de palavras, de linhas escritas, necessito sentir, que seja de longe ou de perto, sentir o outro independe de distancias.


Feche os olhos e sinta o vento, os pingos de chuva caindo, as folhas de uma árvore á  caírem na estação, eu os sinto em pensamentos e com meu corpo, á pessoas que sentem até de uma forma poética enquanto outras se fazem indiferentes. 



Sentir é uma forma plena de ter o outro, ter o outro mais junto, pertinho, colado, é ter a certeza que sempre terá um afago, abrigo, achego, carinho.



Só podemos sentir quando nos entregamos, quando deixamos o medo de trovões e relâmpagos de lado, quando perdemos o receio de nos sujarmos por pensar que é coisa de criança, quando o sentir nos toma o momento é como se transformássemos os segundos em horas.



Entregar-se a olhares, abraços, carinhos é muito mais do que colar os olhos os corpos as mãos, é colar a alma, os sentidos, é se fazer abrigo de nos mesmos.



Eu quero sentir de longe, sentir na distancia dos corpos, olhares, gestos, eu quero o termômetro das emoções, a insistência das lembranças...



Sentir é ter a certeza do outro presente em nós, quando perdemos esta certeza é porque definitivamente perdemos o outro.



E hoje é poder só sentir a emoção do outro bem perto, é tentar ter ainda na lembrança resquícios de qualquer coisa que um dia esteve aqui, ali ou acolá . 



Gabriela Andrade 


Nessa noite chuvosa me recorre pensar e só pensar: mais os pensamentos já não são decorrentes e nem presentes, se perderam na água, foram levados pela chuva, já não quero mais pensar, me expor, revelar-me com palavras, quero a quietude de um dia de frio, cobertas, sono, filme, quero pairar fora de mim e assim sem nada, sem pensar e preocupar-se com amanhã que por sinal já é hoje, nas conseqüências de algumas mancadas, no gelo de muitos medos, nas facetas de angustias que me tomam pela incerteza das respostas, mais como um dia de chuva curtirei aquele bom momento a lembrança presente de quão bom é um dia de frio, um dia que tudo pode parecer certo, tranqüilo, seguro, que a minha cabana seja o cobertor, que o calor seja do meu corpo e que os dias de chuva sempre venham para acalmar a alma e lavar as inseguranças de um dia comum.
Gabriela Andrade

Que som tem ô silêncio?

Diria que o meu silêncio possui vários sons, o mais freqüente e insistente é o pulsar do coração, esse é um dos sons do meu silêncio, quando estou a escutá-lo parece que estar sozinho faz parte, é preciso à quietude, é preciso até de um descanso do pensamento.
O silêncio pode ecoar um sorriso quieto, um olhar tenro, um abraço que acolhe. Até que se pronuncie algo o silêncio permanece no espaço do tempo que parece por hora durar uma eternidade ou segundos. Ao ver o pôr-do-sol ô silêncio chega de mansinho e quando nos damos conta os lábios não possuem a audácia de pronunciar uma só palavra, assim acontece com as flores, com reencontro, paramos por segundos e permanecemos assim até a extasia do momento passar e os lábios a nos banhar com palavras..

 Por Gabriela Andrade


Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.” I Coríntios 13:1
Às vezes pensamos que amar é coisa de gente grande, que nossas meninices são sinais escancarados de imaturidade, mas ser menino não é somente pensar como menino, ser menino e ter a essência de quem não desiste de um sonho, e ter uma fé que inunda o mundo e leva as descrenças de gente que se diz grande...
Cheguei a ser mulher e por hora esqueço-me de ser menina, por hora desisto daqueles sonhos tão reais que nada me faria deixar de sonhá-los, daquela fé que inundava meu mundo e fazia-me girar em torno dele, às vezes o que me resta são somente os medos de menina que me cerca, ás vezes ser forte é tão difícil que se torna mais fácil ser fraco e deixar de crer, porque crer dá um trabalho danado, mas confesso que hoje sou menina com todos os meus defeitos, sonhos e fé, é está que hoje me ergue, é poder acreditar que posso ser forte diante da vida, que posso proteger a quem me sentiu em seu ventre antes mesmo de me ver, hoje creio com coragem, tenho fé que aqueles sonhos ainda de menina me fazem hoje real e se tornaram reais, tenho Deus junto a mim...
Parte do espelho reflete aquela menina a outra parte reflete a mulher que descubro ser a cada dia, vou me conhecendo e me descobrindo, às lagrimas fazem parte dos melhores aprendizados, mesmo que estes sejam dolorosos, mais os sorrisos são mais leves quando a fé existe não no outro, mas em nós....
È sempre por amor, amar se descobre ainda menina, quando o abraço aquece o medo, quando os olhos dentro de outros olhos iluminam amor, quando as palavras, as primeiras palavras que soei formaram amor em letras e melodia (papai, mamãe, foram as mais belas que consegui soar quando nada sabia e só o que sabia era sentir amor), mas antes já o conhecia sem mesmo saber soá-lo, amor não se confessa apenas sente-se.
Digo que por toda a vida e por tudo suportaremos com fé e com amor, tentarei ainda que com minhas fraquezas aquecer os teus medos minha flor com meus abraços e olhar dentro dos teus olhos iluminando o amor que me fazes ser como ser em gente que às vezes deixa-me menina às vezes descobre-me mulher, proteger é tão mais difícil do que acalmar meus medos com abraços, com seus abraços minha flor, minha mãe, mas prometo hoje somente acalmar teus medos e os meus em nossos abraços.

Por Gabriela Andrade

“KARAMBA” EU SOU HUMANA!



         
Desastrada;
Adoro deitar no chão;
Andar de pés descalços;
Descobrir desenho em nuvens;
Fazer coisas de crianças e brincar com crianças é uma delicia (cócegas, bola, desenho, boneca, sujeira, besteira, bagunça e sorrisos);
Vestir roupa velha em casa;
Acordo de cabelos bagunçados;
Choro e sorrio;
Falo bobagens com intensidade (adoro sorrir de bobagens);
Adoro bater papo com pessoas mais velhas;
Faço bem o estilo tia;
Adoro ir à feira, conhecer gente, cozinhar, inventar;
É neurótico e pode parecer ridículo, mais bato papo com plantas, com os meus gatos e cachorros;
HÁ, DETALHE SOFRO POR AMOR ( e quem não sofre, já sofreu, ou vai sofrer?);
Em nada minha gente há total harmonia (sou um ser desarmônico), há encaixes e eu me encaixo em alguns lugares em algumas pessoas.
Assim sigo estabelecendo laços, deixando vestígios meus, aprendendo com as pessoas, o bom é  que sempre aprendemos, que bom que CRESCEMOS.
Sou feita de metades, erros, acertos e muitos medos, PORÉM DE VERDADES.
 Por Gabriela Andrade 

 

"E o sol espera o seu poente"
Dizem que toda mera frase só faz sentido quando quem as lê entende, mais esquecemos que o subentendido fala mais que o escrito, que o olhar revela mais que os lábios, que as pequenas medidas são a simples verdade da grandeza de quem ama, que a sedução depende exclusivamente da despretensão, que o amor é simples e singelo e que somos nós complexos e nada evoluídos quando o quesito é amar.
Por Gabriela Andrade

Que seja antigo, piegas, as belas frases ainda me encantam, a singularidade das emoções ainda existe, as flores ainda me extasiam, os gestos meticulosos, bucólicos ainda se arranjam como baldrame do encanto, do meu encanto. Um homem encantador é aquele que sabe fazer do simples o inédito, que sabe reconhecer nas flores a sua importância para quem as recebe e respeita o silêncio que é existente somente para aqueles que sabem admira-las, a arte da vida é viver sem regras para as emoções é permitir-se à sorte de senti-las.
 Por Gabriela Andrade 

"o segredo do silencio é a profundidade do olhar, o encantamento da alma, a junção dos sentidos. 
O arremate da vida é a emoção, é somente o que quero,espero, secreto...."

Conquiste as pessoas que queira conquistar dando-as emoção.