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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

É seu moço
fizeste o que nem um outro teve a ousadia em fazer
conquistastes meu olhar, meus ouvidos afinam teu soar
menino travesso
moço atrevido
senhor do meu apreço
traz-me o céu da tua boca
 o sussurrar ao pé do ouvido
traz-me  você inteiro, sem medo.


Delega-me a mim você
delega-me tua alma
teu ser
prometo-te como uma reza
delegar-te minha alma .

Nas alvoradas o renascer da relva ainda faceira me entrega a ti
no crepúsculo a lua que mesmo minguante brilha e alucina o olhar
manhãs de sol nascente a beira da janela, crepúsculo vazio de sons
crepúsculo cheio de nós.

Vem,
vem  menino moço travesso faceiro
menino do meu apreço
se achega meu xodó
vem pra nós
vem sem fim e em fim.

Gabriela Andrade 

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Meu recanto 
meu encanto
a relva brota da garoa
sol nascente  faz toar pássaros na  janela
que cantam e encantam minha alma
soam e emudecem o mundo
acuam  lembranças
aprazem anseios  de um futuro  escrito
de um destino ambíguo
de um querer moço.

Canto que floresce os Ipês
amarelo ouro
branco neblina
roxo púrpura
emoção descrita
emoção contida.

Ô terra que brota poesia
doa  vida aos olhos que ascendem  tua essência
ô cheiro de terra grata ao banhar da chuva
ensina-me os teus segredos
revela-te em arcano
revela-te sem medo
fazes da seca, do ramo sem vida, da rocha nua  as mais belas flores
fazes do céu azul  suntuosas figuras
fazes da brisa o frescor da alma
fazes  da chuva o abrando do corpo
fazes da tua cor o rugido da minha carcaça
fazes do teu riso minha esperança modesta
fazes de mim morte e depois vida
faz-me flor em carcaça
faz-me fina flor em fecundo arquejar de coração.
Gabriela Andrade
Hoje já me faltam palavras, quero a quietude, que as palavras não sejam ditas que elas simplesmente permaneçam entregues ao olhar, que permaneçam no meu intimo sem entregar-se à ninguém, elas hoje nem por um herói seriam entendidas.
Gabriela Andrade

Abraço


É o que te traz pra perto;
Aproximam de forma única os corpos, os cola;
É o aconchego bom;
A proteção necessária;
A única forma de sentir o outro por completo, quando se abraça sabe-se mais do outro do que de si próprio;
Não à como abraçar sem doar-se por inteiro;
O abraço é a doação dos sentidos, do corpo, dos segundos, minutos, você doa a alma, você se doa, é um sinal escancarado de afeto e carinho;
Não quero abraços chulos, quero abraços inteiros, fortes, tenros.
Quando se abraça é como se o mundo parece por segundos, você sente o corpo do outro se aproximando, os corpos se acham, se ajeitam, se encaixam, são metades de um molde quando se encontram.

Gabriela Andrade  

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Ar

Ar,
“Ar” de perder o fôlego quando se imagina
Quando se sente
Ar quente, frio,
Brisa que não se achega
Dias que não se encontram
Perdido no tempo
Na história
No vento
Olhar que se foi
Dias que se escondem no vazio do pensar que muito pensou
Brilho que ofusca o viço moço de quem só sonhou e desejou  um grande amor
É preciso chegar a um cais e descansar pra ver o mar
É preciso chegar a um cais e encontra o teu olhar


Gabriela Andrade

Alguma coisa de "Mim"

Poesia é a palavra louca dos
pensamentos insanos e desvairados
de um querer prófugo,
sou fugitiva louca  da normalidade
a escuridão ilumina-me
o sofrimento soa os silêncios de mim,
perdi e me encontrei  do nada,
os rótulos não me definem
me recrio à cada instante, a seriedade  da vida me irrita,
não sou juíza de mim sou réu do mundo, mas ainda assim o ajeito do meu jeito.

Poderia ser livre, mas ainda possuo algemas
minha audácia pequena me impede de tomar asas
vestir anseios  de um  despir candente,
despir-me  do costume e encontra-me naquilo que um dia fui salva
naquilo que um dia imaginei, (apesar de nunca limitar-me á significâncias, um dia cheguei à imaginar pequeno, um dia me limitei em ser além).

A culpa de ser eu ficou leve
anoto meus sonhos,
deixo num cantinho meus defeitos,
já meus sorrisos?
os carrego, são eles o melhor que posso dar ao outro,
tudo o que encontrará sobre mim somente eu terei escrito,
a culpa de mim é ser eu todo tempo,
meu coração não possui compassos, significados,
ele é possuidor da vida, do andar moroso do tempo,
da falta do eu que há em mim docemente,
o abandono de mim me acastela.
Gabriela Andrade 

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Novo


 
Que o novo traga o renovo

Sonhos,
Planos,
Detalhes que só agente importa de se importar,
O jeito sem jeito de se arriscar,
De jogar limpo num jogo mais que sujo, que alguém fez a questão de sujar,
Que as esperanças possam passar menos medo, elas não machucam, só são feias e parecem perigosas porque poucos se deixam nas esperanças que o pensamento ensina e a vida tira.
É preciso coragem para viver, é preciso coragem para se deixar no outro e para o outro.
Falo de CORAGEM, coragem de poeta que mesmo exposto, deixado em linhas de aparentes fraquezas possui medo, não medo em deixar-se à todos, mas medo de não emocionar à todos.
Não à poesia sem emoção, não a poeta sem emoção, costumo dizer que o compositor escreve pensando na melodia e o poeta só escreve pensando na emoção que exalas quando alinha seus sentidos, quando alinha seu coração nas linhas que escreve, nas linhas que se deixa sem restrição, há de ser por isso que as poesias tornam melodias da vida.
Há de ser por isso que a poesia serena toca os ouvidos, fala ao corpo ilumina o olhar, há de ser por isso que a poesia não “carece” de pretensões, ela não termina pronta, não nasce com rumo, ela acontece, chega como chuva, chega como aquele amor moço, tristeza repentina, riso solto.
A poesia meus caros vem sem intenção, abrolha do ramo seco, da terra sem chuva, do dia sem sol, da fonte chamada emoção alinhada no essência de cada poeta que só sabe compor suas linhas, que só sabe entregarem-se em linhas escritas a punho, escritas por sentidos de um “tal”, chamado coração.
Gabriela Andrade

 

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Há de ter emoção
emoção de fina flor da pele,
emoção que enraíza os meus instintos e sentidos
emoção que pulsa na veia e desafina o coração.

Os meus olhos abrasam em fulgor
o meu riso é como brisa em brandura 
desejando que essa emoção permaneça
que essa emoção me reconheça nas palavras
nos olhares que findam a verdade da alma e marejam o anseio do amor.

Me conheces, me reconheces como  tua, torna-me costume
que eu seja e que eu  tenha o suave encanto de emocionar e emocionar-te sempre,
que o amor nasça da seiva que se elabora nos olhares e nascentes do encanto.
Há de ter emoção nos olhos-d'água dos sentimentos.
  

Gabriela Andrade 



segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Alguém me disse:"  sua história há de ser um grande e lindo poema..."

Talvez, não tão grande e nem tão lindo, mas certamente composto por linhas de mim,tento preenche-las com suavidade, deixo-me em versos, em subentendido de um entendido de sentidos...Estas tais linhas entregam-me por inteiro, por meio e por fim de um fim sem final, de um chegar de começos... 

domingo, 11 de dezembro de 2011

Lembrança


Varanda vazia
Pensamentos cheios, cheios de você
A lembrança resiste ao tempo
Você vem como brisa
As linhas faltam em palavras, eu falto em mim
E sem você é tudo vazio
Flor branca á encantar, flor branca á soar
Tom de saudade, tom de ti.
Lembrança em mar aberto é onda que chega, que vira a saudade e traz tristeza
Em mar azul miragem, miragem de lembrança que chega e traz saudade
Alegria que onda virou
Alegria que o vento deixou
Abandonou na memória presentes lembranças que marcaram a história
Lembrança traz e presença chega ausente, chega recente
Lembrança traz o presente de ter-te nos traços deixados nos laços que a vida compôs e o destino juntou
Inventou uma prosa, arranjou uma história, aclarou um caminho de estrelas, estrelas de dois...
Gabriela Andrade

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

As palavras que sôo rezam por você
rezam em somente querer-te
o meu olhar soa em silencio a prece do seu, só o seu
tira-me o sopro
me acerte em você e me acerte com você
a minha reza chorosa chora você
meus lábios gosto de canela só toam os teus
os meus ouvidos ainda ouvem a melodia ritmada do abri de seus lábios
escolha ser meu
escolha meu gosto
gosto  de canela
gosto,  Gabriela.

Queria-me ,
 experimente o meu  doce de menina
e minha seiva de mulher
descubra minha emoção escondida, meu querer romântico
ache-me em amor , ache-me amor, ache-me em mim.

Traga-me o teu corpo
traga-me a tua voz
traga-me a tua emoção
teus sentidos
teu amor,
permita-me ser teu o meu amor
assoprei –te sem medo
venha e seja  a brisa  e fogo do meu corpo.

Reze por mim, reze só a mim
resgata-me de mim  e leve-me à você
tira-me o medo de viver, tira-me o suspiro de amar
tira-me a verdade que em mim, há um pedaço de você.
Gabriela Andrade 

Epitáfio


Querido futuro
desejo que no meu epitáfio esteja escrito somente as flores que no caminho encontrei
os olhares afetuosos que distribui e que recebi
a emoção que tentei por vezes passar
as angustias que tentei por segundos esconder
o amor que  vivi e a verdade que plantei nos versos simples que escrevi.
Os sorriso, há são somente esses que peço a existência no dia em que todos me lembraram
que todos dirão dos meus versos,
a minha verdade,
 todos serão minha lembrança
minha porque ei de estar em cada sorriso
 em cada lagrima
em cada recordação.

Recordem-me como flor que exalou perfume e encantou a quem nem tinha pretensão
recordem-me como cerejeiras que encantam com pressa de ir embora.
E na dor da partida, esperem , esperem que ei de florescer em breve.

Gabriela Andrade 

Menina EU

Menina EU
menina confusa
moleca travessa
guria desastrada
vai sem medo
sem pretensão
liberta-te em riso
declara-te no olhar o fascínio pela vida
pela arte.

Vive, só vive menina
esquece dos receios de gente grande
esquece das ressalvas e interrogações
esquece do mundo e começa o teu
começa o começo
começa um novo começo.

Joga fora o teu riso
acende  esse  teu coração que só sabe  ser coração
coração,
que pulsa que arde e  emociona.

Faz a vida ter mais sentido com teu ar doce
ensine à vida a emoção que  tu menina exalas
faz da vida teu brinquedo
teu apreço
faz da vida nuvens de algodão doce
e as coma com vontade de criança.
Gabriela Andrade
           

"Lhes me apresento"

Prazer,
 lhe apresento uma pequena insensata
 e nem sempre muito normal
  ás vezes é necessário alguns devaneios e delírios para sobreviver à vida.

Esse meu coração que se alaga pelo desengano
e  emerge em fantasia
segue sobrevivendo ao acaso
ás minhas loucuras em querer-te bem
além de mim perto a ti
em descompasso e  encarno este pequeno vive.

Ô coração insensato que pulsa inflama arde
peço-te somente que voe, voe sem medo
voe em alento, encanto, compasso
torna-te brisa em minha alma
 abrande o desatino feito por outro igual a ti
por outro que destruiu-te por inteiro
por outro que esqueceu de ser coração.

Ô coração torna-te gelo e revoga teu desatino
torna-te fogo e transforma-te em cinzas ou arde em chamas e sobrevive,
esquece das farpas e traz-me a suavidade de um novo coração
ô meu pequeno, sobrevive, sobrevive e não esqueça de se esquecer
destes que te fizeram tanto mal
destes que por ventura quiseram te ensinar a ser pedra,
mas meu pequeno que bom que ainda te tenho junto à mim
que bom que  permaneces por  inteiro só coração mesmo que ainda aos cacos.

Gabriela Andrade